Alexandre, 6 anos,
meu neto número três, se eu disser que ele é inteligente, bonito e
esperto meus leitores vão pensar: Avó coruja! Sou, não nego.
Meu neto tem olhos
que parecem duas jabuticabas maduras e seu olhar traz a doçura
delas, cabelos negros tipo índio esperto que caça
com destreza e mostra a
presa como recompensa.
Meu neto é chamado
de polvo pelos familiares,
porque ele tem
uma energia ímpar. Sua
mãe o acolhe de alguma peraltice e enquanto ela o traz para um lugar
seguro para conversar, ele com suas mãozinhas nervosas vai colhendo
tudo o que ele consegue alcançar.
Supermercado com ele? Deus toma conta! Nem precisa de academia para
emagrecer, ele consegue pegar todos os produtos para ver preço,
como o produto é, e mil outras qualidades que ele atribui aos
produtos. Enquanto a gente consegue tirar um produto de suas
mãos e colocá-lo de volta, ele já tem outros tantos nas mãos
correndo o risco de fazer uma lambança pelos corredores dos
supermercados.
Sua
imaginação é fértil. Quando
ligo para minha filha e ele à velocidade da luz atende o telefone
detalhando
todos os acontecimentos da casa. Alexandre não guarda segredos.
Uma
vez depois de um papo de quase uma hora com ele, pretendia falar com
sua mãe, pois o assunto havia acabado e ele querendo continuar a
conversa me disse:
-
Vó, eu tenho um presente pra você.
-
Que maravilha, o que você comprou pra mim?
-
Um vestido lindo e você vai ficar linda.
-
Obrigada, meu amor. A vovó ficou feliz com seu presente.
-
Comprei também uma sapato de salto, um brinco, uma pulseira, um
colar, maquiagem
e
um perfume para você ficar linda e cheirosa.
Eu
amo Alexandre e seus presentes imaginários. Ele me faz sentir a avó
mais jovem, mais bela entre outras belas
avós.
Família
que se presenteia unida, permanece unida.
Carinhosamente
Gislania
Dornelas
Flen,
21 de abril de 2016

