Este texto Se encontra publicado no site:www.clubedadonameno.com.br (Publiquei para entender meu próximo texto).
Jesus toma conta! Eu disse que Dona Menô bebeu água do parto e eu não estava de brincadeira.
O lixo é seletivo e obrigatório. Há contêineres para cada tipo de lixo, e somente o lixo de cozinha é levado para a queima. Papel higiênico é jogado no vaso sanitário, que, aliás, eu já o fazia no Brasil, porque estava sempre correndo e não dava para recolher todos os dias os papéis do banheiro.
Jesus toma conta! Eu disse que Dona Menô bebeu água do parto e eu não estava de brincadeira.
Falando
com ela de novo no MSN, disse que estava de saída para tomar
banho e ela me pediu para escrever sobre banhos.
Levei
um susto porque tenho uma história de banhos. E como ela sabia
disto? Intuição?...
Quando
fui morar na casa de meus avós, como eu disse anteriormente, em outros textos não
havia energia elétrica e os banhos na época de calor eram nos rios,
e no frio o banho era de bacia. Eram bacias enormes e havia um cômodo
na casa destinado para isso, já que não havia banheiros. Quando se
colocava a água quente e se sentava na bacia, sentia-se a água
aquecida, mas a bunda gelava porque a bacia era de aço inoxidável.
Com a mudança para a cidade, os banhos eram de chuveiro.
Quando vim para a Suécia, minha filha me disse: "Mãe, aproveita
que lá é frio e vê se pára de lavar sua cabeça todos os dias!".
Uma amiga de vinte e dois anos me questionou: "Gisa, como você
vai fazer, já que lá é frio? Vai continuar a tomar cinco banhos
diários?".
Nem
sempre eu tomava cinco banhos, mas, pelo menos, três ao dia eu
tomava. Ao acordar, eu já entrava direto no banho para despertar. De
noite eu tomava outro banho para dormir tranquilamente.
Um
dia meu chuveiro queimou e meu genro ficou de consertar. Como ele não
veio, quase morri de “catapora”. O que fazer? Não tive
dúvidas: banho de caneca. Esquentei água, coloquei-a num balde e
tomei o tal banho de caneca. No dia seguinte, fui para a escola sem
tomar banho. Eu me achei "horrorível" ter que passar
desodorante sem tomar banho. E pior: durante o resto do dia me
senti asquerosa.
Sabem
por quê? Um dia estava com umas energiazinhas ruins e minha amiga
“do pacote de bolachas” (vão ter que ler meu blog para entender
isso) me disse para entrar debaixo do chuveiro e deixar a água cair,
levando todas minhas energias baixas. Quando já estivesse
higienizada, era para deixar mais água correr, imaginando estar
tomando uma banho de boas energias vindas do "Criador”. Eu
sempre me curei de tudo com esses banhos.
Aqui,
no início eu acordava e ia direto para o banho. Agora no inverno, tomo banho também com o propósito de me aquecer. Tem banheira em
quase todas as casas, e as pessoas têm o costume de usar velas no
banheiro, como um ritual.
Eu
invento: encho a banheira, acendo uma vela, acendo um incenso e faço
meditação na banheira. Aqui
não poderia ser diferente: na banheira vou deixando tudo o que é
ruim. Se fico com inveja de alguém (afinal, não vou negar, porque
sou igual a todos), se fico com raiva, se nada estiver fluindo, ou se
estou doente, mesmo que seja uma dorzinha de cabeça ou gripe, fico
de molho na banheira, meditando. Imagino que estou sendo purificada
de tudo que não me pertence (pois eu não nasci com essas coisas e
eu não as desejo, não são minhas).
Tento,
também, ir ter contato com a natureza, quando não consigo entrar
dentro de mim mesma. Em seguida, quando volto, deixo a banheira
esvaziar, sentindo a água abandonando o meu corpo, como se tudo
fosse para o ralo. Mas, eu peço a Deus para transmutar esta água,
porque os peixes e outros seres viventes nos rios não poderão se
contaminar com essas energias. Abro o chuveiro e deixo a água limpa
correr por todo o meu corpo, me energizando com todas as bênçãos
divinas - que eu tenho direito, afinal eu sou filha do Rei dos reis.
Estão
preocupados com a energia que gasto? Eu não... Aqui na Suécia o
aquecimento da água, tanto do banheiro quanto da cozinha é de
graça. A água já vem nos canos aquecida. E este aquecimento é
produzido através do reaproveitamento do lixo.
O lixo é seletivo e obrigatório. Há contêineres para cada tipo de lixo, e somente o lixo de cozinha é levado para a queima. Papel higiênico é jogado no vaso sanitário, que, aliás, eu já o fazia no Brasil, porque estava sempre correndo e não dava para recolher todos os dias os papéis do banheiro.
História
do banho
O
costume do banho começou com o trazer para dentro das habitações
humanas o prazer de nadar em um rio ou lago. Utilizando-se de uma
banheira, abastecida com água fria ou aquecida, tornou-se um
preceito de higiene comum.
O
banho como higiene (asseio ou limpeza) consiste em prática de
benefício para os seres humanos. O aumento dos padrões de higiene
tem sido responsável pela prevenção de inúmeras doenças físicas,
mantendo, além da saúde, o bem estar dos seres humanos.
No
Brasil nominamos o local de banho como banheiro; em Portugal de casa
de banho. É conhecido na Europa e EUA pela sigla WC (water closet).
Aqui na Suécia chamamos toalet. Seja lá como for denominado, é uma
cômodo da casa destinada aos cuidados de higiene pessoal.
Antigamente
a banheira surgiu como uma grande bacia, geralmente de ferro
esmaltado ou cobre, que se podia guardar quando não estava em uso.
Como o advento do aço, passaram a ser inoxidáveis. Principalmente
nos países com invernos rigorosos, quando o banheiro se encontrava
fora da casa, o banho era tomado na cozinha – geralmente o cômodo
mais quente.
No
Brasil muitos povos indígenas já tinham o hábito de tomar banho
diariamente. Esse é um hábito presente até os dias de hoje no
Brasil, e é considerado uma de nossas heranças culturais.
Origem
do banho
Em
Portugal é comemorada em
Algarve
a Festa do Banho 29. É o nome dado ao conjunto de tradições que se
realizam anualmente no dia 29 de agosto, nas praias do litoral do
Barlavento Algárvio. São festas acompanhadas por espetáculos e
fogos de artifícios. Esta tradição recria a vinda dos camponeses
que transportavam em mulas, burros e carroças suas famílias e
grandes farnéis até as praias da Cidade de Lagos, para um ritual de
banho marítimo. Com o passar do tempo, grupos de pessoas
desconhecidas apareciam nesta data ao por do sol para um banho
noturno.
Hoje
em dia esta data é lembrada com festividades e com o habitual banho
à meia-noite, quando acendem fogueiras, tocam instrumentos musicais,
assam chouriço e contam estórias e histórias.
Existem
receitinhas caseiras de banhos mágicos. Eu até já fiz alguns, mas
prefiro os meus só com água e sabão líquido.
Gisa
Suécia,
14 dezembro de 2007.
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